Quinta do Estanho - "O Vinho do Porto que se faz no Douro ainda tem um toque especial"









Hoje venho relembrar uma parceria estabelecida pelo Nárwen's Cuisine há mais de um ano, faço isto, porque a Quinta do Estanho é uma marca de qualidade superior com produtos fantásticos.
Esta é uma empresa de cariz familiar situada na margem do Rio Pinhão que produz vinho do Douro, Porto e bagaceira velha.

No passado dia 3 de Janeiro, o Jornal Público fez destaque à Quinta do Estanho, referindo que "O Vinho do Porto que se faz no Douro ainda tem um toque especial"‏.






"Nos últimos 20 anos o vinho do Porto perdeu muita da biodiversidade que sempre o caraterizou. A concentração da distribuição e do retalho impôs um inexoravel processo de concentração em Gaia e, hoje, 5 grupos controlam mais de 80% do total de vendas. Quer isto dizer que há razões de queixa sobre a qualidade média do vinho do Porto? Não, nada disso - pelo contrário, é hoje reconhecido que, quer a nível de tawnies, quer de vintage, os vinhos estão melhores do que nunca. O principal dano deste processo está na rarefação de produtores independentes, pequenos e médios, o que acaba sempre por implicar a rarefação de outras formas de encarar o vinho do Porto.



Entre o núcleo de resistentes que no Douro insistem em manter-se activos está a Quinta do Estanho, uma empresa familiar que cultiva as suas vinhas e faz os seus vinhos em Cheires, no Vale do Pinhão.
Os Cardoso não descuram a onda dominante dos produtores durienses e produzem os seus DOC Douro, mas continuam a ser essencialmente uma família do vinho do Porto. Que segue as tradições da pisa a pé, que persiste em criar um perfil de vinho do Porto marcado pelas especiais condições de envelhecimento do Douro - o que proporciona aos seus tawnies o famoso e, neste caso, valioso Douro Bake.
Na sua gama superior de tawnies encontra-se um 20 anos que acusa no aroma as notas torradas num envelhecimento num clima mais quente, mas com uma intensidade na boca singular e afirmativa. 
O "Mais de 40 anos" é o primor de elegância, que deixa na boca um rasto de complexidade e que conserva uma potência admirável. E o de 30 anos, com aroma de avelã intenso, notas de chá preto e uma presença na boca formidável.
Vinhos que valem a pena, provas de que há famílias que resistem à concentração no negócio e à moda hegemónica do DOC Douro e revelam que, na região produtora, se contiam a fazer grandes vinhos do Porto. Manuel Carvalho " in Jornal Público.




Para finalizar, vou mostrar algumas fotografias de grandes Portos produzidos pela Quinta do Estanho.
Se ainda não provou, esta é uma ótima oportunidade para o fazer.