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Massa de Pimentão
Pimentos vermelhos
Sal (1 colher de sobremesa por cada 100g de massa de pimento)
Alho (1 dente de alho por cada 100g de massa de pimento)
Azeite q.b.
Lave muito bem os pimentos, corte-os a meio e retire-lhes as sementes. Em seguida corte cada metade ao meio e coloque num tacho com água fervente. Deixe cozinhar até que a pele se comece a soltar (cerca de 40m). Depois de cozidos, retire-os e deixe-os a escorrer num passador, deixando-os arrefecer.
Retire a pele aos pimentos e pese-os. Po cada 100g de pimento junte 1 dente de alho e 1 colher de sobremesa de sal. Envolva e triture usando a picadora ou liquidificador. Depois de obter uma massa homogénea, coloque-a a escorrer num passador forrado com um pano e aguarde 6 horas ou de um dia para o outro. Verta a mistura para frasquinhos, sem os encher completamente e regue todos eles com uma boa camada de azeite (isto fará com que a massa de pimentão não se estrague). Feche bem e guarde no frigorifico.
Nota: A massa de pimentão tem um ano de validade se for sempre guardada no frigorifico.
Gelado de Maracujá (artesanal)
Há já uns meses que tenho vindo a ler inúmeros livros sobre a origem dos gelados, os clássicos Italianos, claro. E desde essa altura que tenho feito diversas experiências tentando chegar a uma receita semelhante às que se faziam na altura que surgiram os primeiros gelados. Isto é, sem cristais de gelo, sem precisar bater o gelado diversas vezes durante o seu congelamento e...sem ser necessário uma máquina de fazer gelados.
O que eu pretendia, na verdade, era um gelado artesanal tão cremoso como os de máquina e mais saboroso que estes. Após vários meses, e várias experiências falhadas...consegui finalmente a base para um gelado perfeito!
Venho aqui, hoje, partilhar convosco uma receita perfeita...desta vez optei pelo maracujá mas, em breve, publicarei gelados de diferentes sabores.
200g de polpa de maracujá roxo, com sementes (cerca de 20 maracujás)
200g de claras de ovo (cerca de 6-7 claras)
200ml de natas
200g de açúcar
1 colher de chá de sumo de limão
Coloque as natas no congelador 20 minutos antes de as usar.
Corte os maracujás ao meio e retire-lhes a polpa com o auxilio de uma colher de chá. Reserve a polpa num recipiente.
Junte as claras, em temperatura ambiente, com o açúcar e leve-os a banho-maria, mexendo sempre. Assim que o açúcar se dissolver completamente, retire o recipiente do banho-maria e bata, usando a batedeira em velocidade média, até obter um merengue firme.
Bata as natas com o sumo de limão até obter um chantilly firme. Junte-lhe a polpa de maracujá e envolva bem. Acrescente, aos poucos, o merengue, envolvendo delicadamente e até obter uma mistura homogénea.
Verta para uma caixa de plástico hermética (ou uma que feche bem) e leve ao congelador por 12 horas.
Junte as claras, em temperatura ambiente, com o açúcar e leve-os a banho-maria, mexendo sempre. Assim que o açúcar se dissolver completamente, retire o recipiente do banho-maria e bata, usando a batedeira em velocidade média, até obter um merengue firme.
Bata as natas com o sumo de limão até obter um chantilly firme. Junte-lhe a polpa de maracujá e envolva bem. Acrescente, aos poucos, o merengue, envolvendo delicadamente e até obter uma mistura homogénea.
Verta para uma caixa de plástico hermética (ou uma que feche bem) e leve ao congelador por 12 horas.
Paneer
Paneer é um queijo fresco que remonta à Índia Antiga é que é, muitas vezes, referido nos Vedas (antigos escritos indianos) em 6000 a.C.
Ao contrário da maioria dos queijos do mundo, a realização de paneer não envolve coalho como agente de coagulação, tornando-se, assim, completamente lacto-vegetariano e proporcionando uma das maiores fontes de proteína para os vegetarianos da Índia.
Este queijo insonso, é muito comum na cozinha tradicional do Sul da Ásia, sendo muito popular no Nepal, Índia, Paquistão e Bangladesh, devido ao relevo do leite nestas cozinhas. Com ele, os indianos, confeccionam inúmeros pratos doces e salgados conhecidos por todo o mundo.
2 litros de leite gordo
120ml de água quente
60ml de sumo de limão
Junte o sumo de limão (espremido na hora) com a água quente. Reserve.
Coloque o leite numa panela grande e, em lume alto, deixe o leite ferver, mexendo de vez em quando para não pegar ao fundo.
Quando ferver, reduza o lume e junte a mistura de sumo de limão. Mexa suavemente em volta da lateral da panela até todo o leite se separar em soro e coalhada. O líquido (soro) deverá ser claro, quase transparente mas com um tom amarelo-claro.
Sobre um recipiente alto (tigela) coloque um pedaço de muselina (ou um pano de algodão fino, ou uma fralda de bebé que não foi usada). Verta a coalhada sobre o pano e aguarde que o soro escorra. Aperte bem o queijo com o pano para escorrer o soro e passe-o, assim, por água corrente. Torne a espremer para sair toda a água e tente moldar o queijo em formato redondo, pressionando-o ligeiramente (isto ainda com o pano enrolado no queijo). Coloque o queijo sobre uma superfície limpa coberta com um pano e pressione-o com algo pesado para que este seque e adquira a textura desejada. Deixe-o assim durante 4-6 horas.
Após este tempo, retire o tecido do queijo e pode usa-lo no que desejar, mantendo-o no frigorífico.
Molho de Caramelo
Caramelo...
Aquele caramelo docinho que costuma vir como recheio de chocolates...sim, esse mesmo.
Não consigo imaginar nada melhor do que molho de caramelo sobre uma bola de gelado, como cobertura de um bolo, recheio de um crepe...há infindáveis opções.
120g de açúcar
60ml de água
360ml de natas
Numa panela de fundo grosso e pesado, misture o açúcar e a água e leve a lume médio até o açúcar dissolver-se.
Diminua o lume para o minimo e deixe a calda ferver até ficar de cor âmbar e neste exacto momento retire a panela do lume.
Para não queimar o caramelo aconselho que tenha sempre o lume muito baixinho e assim que a calda fique âmbar (dourada) retire logo o tacho do lume.
Após retirar o caramelo do lume, junte metade das natas (a mistura irá borbulhar e haverá uma fumaça ligeira) e misture com uma colher de pau. Junte as restantes natas, mexa bem e leve novamente a lume brando para dissolver os cristais de caramelo/açúcar que se formaram no processo. Assim que obtiver uma mistura lisa e homogénea apague o lume e deixe o caramelo arrefecer.
Coloque em frascos hermeticamente fechados e guarde no frigorífico até um mês ou um pouco mais.
Folhas de Chocolate
Material necessário:
Chocolate em barra negro q.b.
Folhas (roseira, laranjeira, hera,etc)
Pincel médio
Faca com serilha
1 folha de papel vegetal
Escolha folhas que possuam nervuras e que tenham ainda o pé/cabinho (para puder segura-lo enquanto pince-la o chocolate na folha). Tenha atenção para que não sejam venenosas nem contenham insecticida. Lave-as muito bem em água corrente e deixe-as secar completamente.
Parta o chocolate em pedacinhos e tempere-o, levando-o a banho-maria ou ao microondas até derreter (se escolher este último vá derretendo-o em intervalos de 30 segundos e mexendo de cada vez para não queimar o chocolate).
Segurando cada folha pelo pé/cabinho, pincele a sua parte inferior com uma fina camada (pois contem nervuras mais salientes). Assegure-se de as bordas e a ponta da folha estão bem pinceladas e tenha cuidado para que o chocolate não extravase para o outro lado da folha. Coloque-as, umas ao lado das outras, sobre papel vegetal e leve-as ao frigorífico por 10 minutos.
Após este tempo, pincele as folhas com uma segunda camada de chocolate, desta vez mais grossa, e leve ao frigorífico durante 30minutos.
Ao fim deste tempo, coloque cada uma das folhas na palma da sua mão com o chocolate virado para baixo, puxe o pé/cabinho até que a folha verdadeira se descole da outra. Se for necessário apare apare as imperfeições da folha com uma faca de serilha. Guarde no frigorífico até ao momento de usar.
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